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	<title>Arquivo de UNESP - Pontue - Redação Inteligente</title>
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	<title>Arquivo de UNESP - Pontue - Redação Inteligente</title>
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		<title>Coletânea? Proposta? Tema? Palavras-chave? &#8211; Aspectos da redação UNESP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Angeli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acelera Prof]]></category>
		<category><![CDATA[UNESP]]></category>
		<category><![CDATA[unesp]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As provas dos diferentes vestibulares, sejam elas de instituições públicas ou privadas, possuem uma “personalidade própria”. O mesmo ocorre com as provas de redação, e, certamente, vale essa regra no processo de correção (cada grade tem a sua “peculiaridade”). No ENEM, exige-se Proposta de Intervenção e operadores argumentativos; para a USP, repertórios socioculturais intrínsecos ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As provas dos diferentes vestibulares, sejam elas de instituições públicas ou privadas, possuem uma “personalidade própria”. O mesmo ocorre com as provas de redação, e, certamente, vale essa regra no processo de correção (cada grade tem a sua “peculiaridade”). No ENEM, exige-se Proposta de Intervenção e operadores argumentativos; para a USP, repertórios socioculturais intrínsecos ao texto. <strong>E na redação Unesp, o que deve ser feito?</strong> Vamos descobrir juntos no decorrer desses 5 posts!</p>
<p>No post de estreia dessa modalidade de correção, vamos falar a respeito da grade A, em que devemos avaliar o famigerado <strong>“tratamento do tema”</strong> pelo candidato.</p>
<p><strong>O que devemos avaliar aqui?</strong></p>
<p style="padding-left: 40px;">2 critérios:</p>
<ol>
<li style="list-style-type: none;">
<ol>
<li><strong>Leitura da coletânea e bom entendimento</strong> das questões suscitadas por ela;</li>
<li><strong>Resposta à proposição colocada pelo título da proposta</strong> em conjunto com as discussões levantadas pelos textos de apoio.</li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>Isso quer dizer que não basta que o aluno apenas discuta o que for trazido pelos textos motivadores, e, também, não é suficiente que ele apenas insira, no texto, as palavras-chave do tema. Ambas precisam viver em simbiose na redação: <strong>o aluno precisa encontrar a relação entre o tema e os textos motivadores para, com eles, construir a tese.</strong> É evidente que o corretor precisa, também, analisar com muita cautela toda a proposta.</p>
<p><strong>Vamos ver na prática como podemos sugerir a leitura do tema + textos de apoio em sala de aula?</strong></p>
<p>O tema da redação Unesp 2020 foi <em>“O carro será o novo cigarro?”</em>. Um tema bastante complexo de ser entendido, visto que é muito abrangente e, sozinho, não dá ao aluno a “chave” para escrever uma redação. <strong>É justamente para guiar o aluno &#8211; e o corretor &#8211; que existem os textos de apoio.</strong> São eles:</p>
<ol>
<li style="list-style-type: none;">
<ol>
<li>Um trecho do manifesto futurista de Marinetti, em que este louva o desenvolvimento da máquina, nomeadamente o carro, e despreza tudo o que é antigo;</li>
<li>Um poema de Drummond em que fica clara a dependência humana em relação aos automóveis;</li>
<li>Uma tirinha de André Dahmer que critica a predominância espacial dos carros, pois confere aos humanos um espaço inferior, diminuído;</li>
<li>Mais longo, traz uma citação do ex-prefeito de Curitiba e arquiteto Jaime Lerner o qual afirma: “você poderá continuar a usar (o carro), mas as pessoas se irritarão por isso”, assim como acontece atualmente com o cigarro.</li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>Nota-se, em uma leitura atenta da coletânea na sua integridade, uma mudança radical entre o que afirmou Marinetti e as percepções de Drummond, Dahmer e Lerner. O cigarro aparece apenas no quarto texto, em comparação ao carro, sinalizando ao aluno a pista de leitura da proposta: <strong>o cigarro, que já foi muito “chic” antigamente, tornou-se um elemento mal visto, e os fumantes, que antes atrapalhavam os não praticantes do cigarro e os impediam de ir a determinados ambientes (bares e boates lotados de fumaça) hoje estão restritos às áreas de fumante.</strong> O mesmo, então, se dá com os carros: hoje, coordenam a vida moderna &#8211; conforme Drummond: se eles param, a vida pára &#8211; e os que estão à pé circulam no subterrâneo (metrôs) e nas faixas de pedestre, sempre atentos às buzinas; todavia, para um mundo de trânsito sustentável, é preciso que os carros sejam colocados nas suas “áreas de fumantes” (rodízios, transporte coletivo prioritário etc). Depois do embate <em>fumante versus não fumante e pedestre versus motorista</em>, o tema põe o questionamento: o carro, antes estandarte do progresso, vai passar a ser visto como um problema social?</p>
<p><strong>É importantíssimo nunca deixar os alunos se esquecerem de ler, também, a referência do texto de apoio (autor, local de publicação e ano).</strong> Nesse caso, ter conhecimento das datas de publicação de cada um dos textos é uma informação que não poderia passar despercebida de jeito nenhum, porque é o que nos mostra a mudança de pensamento no decorrer do tempo.</p>
<p>Não basta, logo, que o aluno faça qualquer associação entre carro e cigarro (além da rima, que, embora simples, já vem de graça) para ter a nota máxima nesse critério. <strong>É preciso que ele demonstre, de fato, ter entendido por que dois objetos tão diferentes estão em um mesmo tema.</strong></p>
<p>E como vamos saber se o aluno entendeu o tema em conjunto com a coletânea?<br />Para a avaliação do critério A, não podemos nos ater apenas à introdução, argumentação ou conclusão, mas precisamos conhecer o todo do texto. Mesmo que a argumentação tenha alguns problemas ou que o autor da redação não domine totalmente o gênero exigido, ele pode ter feito uma ótima leitura temática. Vamos, então, procurar:</p>
<ol>
<li style="list-style-type: none;">
<ol>
<li><strong>Palavras-chave</strong> relacionadas ao tema;</li>
<li><strong>Relações de sentido</strong> possibilitadas apenas por uma leitura crítica dos textos de apoio (por que, afinal, o carro seria o novo cigarro?);</li>
<li><strong>Resposta da proposição feita</strong> (será o novo cigarro ou não?).</li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>É evidente que esses questionamentos podem variar de proposta para proposta, mas a essência aqui é relacionar <strong>TEMA</strong> e <strong>COLETÂNEA</strong> de maneira lógica, que corresponda à leitura prévia feita pelo corretor.</p>
<p><strong>E se o aluno tangenciou o tema ou fugiu dele? Como ajudá-lo?</strong></p>
<p>Nesses casos, é sempre importante frisar que<strong> todas as palavras-chave que compõem o título do tema são importantes</strong> e que precisam estar articuladas no texto.</p>
<p>Um bom exercício é propor ao aluno u<strong>tilizar todas as palavras-chave já na introdução</strong>, porque, uma vez que ele fizer isso, a estrutura do texto já estará contemplando todos os aspectos temáticos, e a argumentação ficará mais organizada a partir desse esqueleto. Outra possibilidade, para aqueles que tiverem mais dificuldades e/ou para temas mais complexos, é propor um <strong>mapa de leitura</strong>:</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3397 aligncenter" src="https://pompz.com.br/pontue/wp-content/uploads/2021/05/037aa4fa-8112-4df4-b836-4ef02593b879-300x180.jpeg" alt="" width="470" height="282" /></p>
<p>Vamos, então, supor que o aluno desenvolveu todo o tema mas <strong>não usou bem a coletânea</strong>. O que o professor pode sugerir?</p>
<p>Uma boa ideia é explicar que todos os textos da coletânea são minuciosamente escolhidos, e que <strong>encontrar a ligação entre TODOS eles e o tema é uma questão obrigatória</strong> para uma boa redação. Uma leitura atenta da coletânea, nunca perdendo de vista qual é o título do tema, com certeza vai ajudar a encontrar a linha que une todos esses elementos, porque <strong>nenhum deles está ali “porque sim”</strong>. Se o maior problema da produção textual for esse, vale à pena investir alguns minutos explicando os textos da coletânea e a função deles na proposta, para que os alunos consigam fazer o mesmo processo depois, sozinhos. <strong>A interpretação de texto é FUNDAMENTAL nesse processo,</strong> e isso pode (e deve), ser ensinado também pelo professor de redação.</p>
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		<title>Como trabalhar os parágrafos de argumentação da redação Unesp?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Angeli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2020 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acelera Prof]]></category>
		<category><![CDATA[UNESP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de termos discutido o que é a tese e como ela pode ser apresentada na introdução da redação modelo UNESP, vamos ver o desenvolvimento dessa tese nos parágrafos subsequentes? Então, vamos falar da segunda parte dos textos de modelo dissertativo argumentativo: o desenvolvimento. Desenvolvimento: Muito bem: a tese está explícita na introdução e foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de termos discutido <a href="https://pontue.com.br/redacao-unesp-como-identificar-a-tese-em-uma-redacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>o que é a tese</strong></a> e <strong>como ela pode ser apresentada na introdução da redação modelo UNESP</strong>, vamos ver o desenvolvimento dessa tese nos parágrafos subsequentes? Então, vamos falar da segunda parte dos textos de modelo dissertativo argumentativo: <strong>o desenvolvimento</strong>.</p>
<p><strong>Desenvolvimento:</strong></p>
<p>Muito bem: a tese está explícita na introdução e foi elaborada de forma clara, conforme vimos no <a href="https://pontue.com.br/redacao-unesp-como-identificar-a-tese-em-uma-redacao/">post anterior</a>; e agora?</p>
<p>Nos parágrafos de <strong>desenvolvimento</strong>, o aluno vai trabalhar a tese, trazendo<strong> argumentos e discussões que sustentem a discussão proposta por ele</strong>. Nesse aspecto, alguns equívocos são bem comuns. Vamos discutir três deles? <em>A introdução não “orna” com o desenvolvimento; falhas argumentativas; contradições.</em></p>
<p><strong>Problema 1: A introdução não “orna” com o desenvolvimento.</strong></p>
<p>Essa questão é muito comum e pode estar relacionada a 2 fatores principais:</p>
<p>1) A tese é tão complexa e tem tantos elementos diferentes que o aluno não consegue se aprofundar em todos eles no desenvolvimento. <strong>Solução: menos é mais.</strong></p>
<p>Uma prática que facilita bastante a organização da correção é sempre <strong>grifar a tese e os argumentos que a sustentam</strong>. Desse modo, no momento de corrigir o restante do texto, o avaliador saberá quais informações são obrigatórias para que a tese esteja bem defendida.</p>
<p>Muitas vezes, os alunos, durante a exposição do tema pelo professor ou no decorrer da pesquisa independente para aprender mais sobre o tema, acabam inserindo <strong>muitas informações diferentes na tese.</strong> Se a introdução apresenta, por exemplo, 4 argumentos diferentes que constroem, juntos, a tese, é difícil imaginar como, nas 25 linhas restantes, ele vai conseguir desenvolver perfeitamente todos eles.</p>
<p>Embora seja, sim, possível trabalhar com vários argumentos, para os alunos que ainda não dominam a estrutura é interessante ressaltar que se pode escolher, sem prejuízo algum na correção, dois argumentos principais para sustentar a tese. Assim, cada <strong>argumento pode ser desenvolvido em um parágrafo do desenvolvimento</strong>, e eles terão espaço na folha para serem bem trabalhados, sem deixar pontas soltas no texto.</p>
<p>2) O aluno aponta argumentos para construir a tese e, no decorrer do desenvolvimento, não aborda nenhum deles, ou apenas alguns. <strong>Solução: organização!</strong></p>
<p>Nesses casos, infelizmente, a tese apresentada no texto fica falha, e esse é um problema argumentativo de alta gravidade. Para resolver, uma opção é aconselhar aos alunos que façam o mesmo processo que adotamos na correção: aluno, <strong>marque a sua tese</strong> e os seus argumentos principais; depois, <strong>faça um roteiro</strong>: um argumento no primeiro parágrafo e o outro no segundo. Se houver organização na hora de escrever o texto, já é meio caminho andado.</p>
<p><strong>Problema 2: O texto tem falhas argumentativas. Solução: sair da redação e reler o texto.</strong></p>
<p>Os argumentos principais da tese são abordados, mas o leitor se coloca <strong>perguntas que não são respondidas pelo texto:</strong></p>
<p><strong>&#8211; Qual é o problema gerado por essa situação?</strong><br /><strong>&#8211; De onde você tirou essa informação?</strong><br /><strong>&#8211; Como você chegou a essa conclusão?</strong><br /><strong>&#8211; Como isso acontece?</strong><br /><strong>&#8211; Por que isso acontece?</strong></p>
<p>Conforme a argumentação toda foi construída na cabeça do aluno, tudo é muito claro para ele &#8211; é óbvio. Mas, muitas vezes, ele, por ter tanta clareza do seu encadeamento de ideias, não insere no texto todas as informações-chave para que o leitor consiga compreendê-lo. O problema dessa situação é que, quando pensamos em uma redação de modelo dissertativo argumentativo, encontramos a tese e argumentos que levantam dúvidas.</p>
<p>A questão central aqui é que o <strong>leitor não pode trazer deduções ou reflexões externas ao texto para resolvê-las e compreender o texto</strong> na sua totalidade. O que isso quer dizer? <strong>Todas as informações necessárias para o entendimento da redação precisam estar no próprio texto.</strong></p>
<p>Uma dica bacana para que os alunos evitem deixar essas “pontas soltas” é reler o texto como se fossem alguém que não conhece o tema, com o qual está tendo o primeiro contato a partir daquele texto. Se ele encontrar perguntas geradas mas não respondidas pelo texto, é porque há falhas argumentativas.</p>
<p><strong>Problema 3: Texto ingênuo. Solução: análise crítica da coletânea e do tema.</strong></p>
<p><del>Cabelo ok, sobrancelha ok, maquiagem ok, a unha tá ok.</del> Os argumentos estão ok e a tese está ok. Contudo, <strong>faltam a profundidade e a criticidade</strong> que se espera de um aluno candidato ao vestibular.</p>
<p>Vamos usar como exemplo o tema “Compro, logo existo?” de 2019. Suponhamos o seguinte argumento:</p>
<p><em>“As pessoas hoje em dia só querem saber de comprar. Assim, não se preocupam em estudar nem com fazer boas escolhas. Principalmente os jovens são capazes de gastar um salário mínimo em uma calça ‘de marca’ apenas para serem notados nas festas ou serem populares na escola. Essa situação é ruim porque os indivíduos têm gastado dinheiro com bens supérfluos e não com objetos realmente úteis para as vidas deles”.</em></p>
<p>Ao lermos os <a href="https://www.etapa.com.br/etaparesolve/etaparesolve/2019/Unesp/2Fase_348/correcao/redacao/37.pdf">textos motivadores</a> desse tema, percebemos que não se trata de uma discussão apenas sobre <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nh6p2KlY8t4">quanto custa o outfit</a>, mas sobre apenas existirmos se consumimos. Uma vez que a existência é pautada na aquisição de bens de consumo, vários problemas mais complexos do que os apontados no parágrafo acima surgem, como: <em>o trabalho se torna supervalorizado, visto que, sem dinheiro, não compramos; a partir do momento em que ter e ser são sinônimos, descontam-se as frustrações e desilusões em compras ao invés de encará-las visando ao amadurecimento; o endividamento passa a ocorrer com maior frequência.</em> Não se pretende esgotar aqui a pluralidade de argumentos que poderiam ter sido utilizados para debater esse tema tão amplo, mas evidenciar que <strong>os textos motivadores devem ser encarados com criticidade e que os clichês e discussões superficiais devem, sempre, ficar fora da redação.</strong></p>
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		<title>Redação Unesp: como identificar a tese no texto?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Angeli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2020 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acelera Prof]]></category>
		<category><![CDATA[UNESP]]></category>
		<category><![CDATA[redação unesp]]></category>
		<category><![CDATA[unesp]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Argumentar é sustentar uma ideia previamente apresentada. A tese é o eixo de uma boa redação, e neste post você encontrará ótimas dicas de como deixar isso claro para seus alunos. Vamos lá? No post anterior, discutimos a leitura do tema e da coletânea de uma redação modelo UNESP. Agora, vamos conversar sobre o critério [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://pontue.com.br/redacao-unesp-como-identificar-a-tese-em-uma-redacao-2/">Redação Unesp: como identificar a tese no texto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontue.com.br">Pontue - Redação Inteligente</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Argumentar é sustentar uma ideia previamente apresentada. A tese é o eixo de uma boa redação, e neste post você encontrará ótimas dicas de como deixar isso claro para seus alunos. Vamos lá?</strong></p>
<p>No <a href="https://pontue.com.br/tema-palavras-chave-articulacao-de-ideias-aspectos-da-redacao-unesp/">post anterior</a>, discutimos a leitura do tema e da coletânea de uma redação modelo UNESP. Agora, vamos conversar sobre o critério B? Ele está relacionado a dois aspectos que estão em confluência. Primeiro, a adequação ao <strong>gênero dissertativo argumentativo</strong> e, segundo, a <strong>argumentação</strong>. Para começar, vamos falar sobre o gênero dissertativo argumentativo!</p>
<p><strong>Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.</strong></p>
<p>É preciso avaliar, no que se refere a esse critério, se o aluno domina esse tipo textual. <strong>Quais são suas características? </strong>Inicialmente, uma dissertação (e não poema, conto, crônica, relato etc). Ademais, como o próprio nome diz, é preciso defender uma <strong>tese</strong> com base em <strong>argumentos</strong> obedecendo a esse modelo com três partes obrigatórias divididas em parágrafos: <strong>introdução, desenvolvimento e conclusão</strong>. De início, vamos ver como deve ser a introdução?</p>
<p><strong>Introdução:</strong></p>
<p>O texto dissertativo argumentativo precisa de uma tese, certo? Então, na hora da correção, é muito importante identificar qual ela é, mas muitas vezes temos dúvidas sobre como fazer isso, então, vamos lá:</p>
<p><strong>Como identificar a tese em uma redação?</strong></p>
<p>Na redação modelo Unesp, geralmente a tese está explícita no texto <strong>desde a introdução</strong> (há exceções, mas falaremos disso em outro post). Então, vamos procurá-la, à partida, no primeiro parágrafo do texto. A missão, logo, é encontrar <strong>o que o candidato pretende argumentar, qual é a opinião dele sobre o assunto</strong>. Essa busca pode gerar dúvidas na hora da correção, visto que nem sempre a tese está clara. Então, vamos ver na prática:</p>
<p><em>“Há algum tempo, a revista “Esquire” publicou um artigo no qual o autor, que nunca havia fumado, descreve as experiências decorrentes de se propor a fumar um maço de cigarros ao dia, durante um mês. Ao longo da trajetória do desafio, o homem reflete sobre o tabagismo e suas consequências enquanto fenômeno social, na medida em que tenta reproduzir o ato de fumar como se já estivesse há muito habituado a ele. Nessa tentativa, o “novo fumante” busca ocupar os mesmos espaços utilizados por tabagistas de longa data, e nota que, na atualidade, fumar é fazer parte de um clube restrito composto por praticantes de um vício que estão constantemente sob os olhares de desprezo e desaprovação lançados por não-fumantes. Essa situação inerentemente adaptada se repetirá em um futuro pouco distante com aqueles que continuarem a usar carros para se locomoverem.”</em></p>
<p>Nessa introdução, o candidato faz uma longa contextualização do tema e, no final do parágrafo, afirma que sim, o <em>carro será o novo cigarro</em>. Essa estratégia é muito importante, pois a inserção do contexto “atrai” a tese, que não é inserida bruscamente, do nada.</p>
<p>Atenção! É sempre interessante dar essa dica aos alunos:<strong> é preciso contextualizar o tema!</strong> Pode-se frisar que, se eles não têm repertórios socioculturais de fora da coletânea, podem usar a leitura (nunca a cópia, por favor!) de um/alguns texto(s) motivador(es) para “preparar o terreno” para a chegada da tese. Usando repertório próprio ou da coletânea, o aluno passa a mensagem clara para o corretor: <em>“entendi a proposta da redação”. </em><strong>O repertório sociocultural não é obrigatório para a prova da Unesp</strong> e a presença dele não aumenta a nota, de modo que pode ser muito mais inteligente usar os repertórios da coletânea (já, obviamente, muito bem relacionados à temática), do que inserir um “filósofo-coringa” que não tem nada a ver com o assunto e ter que fazer uma ginástica argumentativa para ligá-lo à proposta e perder pontos na argumentação.<strong> Mais do que escrever bem, é preciso pensar na estratégia!</strong></p>
<p>Por outro lado, embora a tese geralmente esteja explícita na introdução, há casos em que isso não acontece. Vamos ver um exemplo de introdução de redação cujo tema é <em>“A cultura do cancelamento veio para ficar?”</em>:</p>
<p>“‘Cancelar’ no dicionário significa ‘eliminar ou riscar para tornar sem efeito’. Esse é o principal objetivo da cultura de cancelamento. Após o movimento #MeToo, em 2017, no Twitter ter ganhado força, dezenas de mulheres passaram a relatar os casos de assédio por Hollywood, expondo artistas e figuras públicas, cancelamentos passaram a ser rotineiros. Em 2019, o termo foi considerado o de maior destaque por meio do dicionário Macquire”.</p>
<p>Nota-se que o candidato começou o texto com tudo: trouxe um verbete importante para explicar o que é “cancelamento” e um fato da atualidade. Porém, <strong>cadê a tese?</strong> Não se encontra a resposta para “a cultura do cancelamento veio para ficar ou é passageira?”.</p>
<p>Isso não quer dizer que, no decorrer do texto, a tese não fique clara, mas é preciso se lembrar de que a ausência dela na introdução pode culminar em penalização nesse critério, já que o candidato pode se perder sem a introdução-guia da redação. Além disso, não podemos deixar os alunos perderem de vista que, na introdução, <strong>as palavras-chave já precisam estar colocadas, e que, além disso, a tese deve estar relacionada à discussão proposta. </strong></p>
<p>Se a tese não estiver na introdução, pode estar no decorrer e texto e vamos continuar procurando nos posts posteriores! Porém, o que eu sempre digo é: a introdução é o <strong>spoiler do texto</strong> e é a partir dela que será organizada toda a argumentação. Logo, esse planejamento, se estiver perfeito desde o começo, com todos os elementos bem interligados e uma tese bem construída, favorecerá uma argumentação coerente e sem falhas. Caso não esteja, sem norte, a confusão na argumentação é um grande risco.</p>
<p>Apresentado o tema, ele precisa ter um bom desenvolvimento para deixar claro o posicionamento do texto, né? Acompanhe o próximo post, em que discutiremos os <strong>parágrafos de argumentação</strong>, para dicas sobre como deixar isso evidente para seus alunos!</p>
<p>O post <a href="https://pontue.com.br/redacao-unesp-como-identificar-a-tese-em-uma-redacao-2/">Redação Unesp: como identificar a tese no texto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontue.com.br">Pontue - Redação Inteligente</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como é a conclusão da redação UNESP? Como evitar incoerências e afirmar a tese?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Angeli]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acelera Prof]]></category>
		<category><![CDATA[UNESP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se a introdução é o cartão de visitas do texto e o desenvolvimento é a exposição das ideias, a conclusão é o grand finale. Depois de ler toda a redação, a conclusão serve para retomar a tese e os argumentos principais que a sustentam, para frisar o ponto de vista abordado e para que o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se a <a href="https://pontue.com.br/redacao-unesp-como-identificar-a-tese-em-uma-redacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">introdução</a> é o cartão de visitas do texto e o <a href="https://pontue.com.br/como-trabalhar-os-paragrafos-de-argumentacao-da-redacao-unesp/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">desenvolvimento</a> é a exposição das ideias, a conclusão é o <em>grand finale</em>. Depois de ler toda a redação, <strong>a conclusão serve para retomar a <a href="https://pontue.com.br/redacao-unesp-como-identificar-a-tese-em-uma-redacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">tese</a> e os argumentos principais que a sustentam</strong>, para frisar o ponto de vista abordado e para que o leitor termine a leitura com essas ideias bem “frescas”.</p>
<h3>Como orientar os alunos a construir uma boa conclusão para a redação da UNESP?</h3>
<p>Primeiro, eles têm que ter em mente que a UNESP foca muito na argumentação. Assim, <strong>as ideias precisam estar muito bem encadeadas da introdução à conclusão</strong>. Pode parecer bem “feijão com arroz” se compararmos à redação modelo FUVEST, mas não é tão simples!</p>
<p>Isso porque há alguns cuidados para os quais temos que chamar a atenção dos alunos: coerência e falha argumentativa.</p>
<h3><strong>Coerência na conclusão:</strong></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>É evidente que a coerência precisa ser mantida em todo o texto, mas é bem mais possível que, no momento em que o aluno vai dar ênfase às suas ideias, a incoerência aconteça, já que ele pode se contradizer. Lembra-se da história de <strong>grifar a tese</strong>? Isso também pode ser um facilitador nessa etapa, já que o aluno vai bater o olho no primeiro parágrafo e saber, claramente, qual é a ideia que precisa ser retomada uma última vez na conclusão. Assim, ele não se contradiz por falta de atenção.</p>
<p>Uma outra questão, ainda mais recorrente, é o aluno continuar argumentando na conclusão, apresentado novas ideias ou fazendo mais questionamentos sobre o tema. Porém, <strong>a conclusão não é um espaço para novos argumentos</strong>, já que, no fim do texto, não há espaço suficiente para desenvolver aquelas ideias. Uma vez que o aluno insere novas ideias, mas não as explica suficientemente, temos lacunas argumentativas, ou seja, explicações superficiais, que deixam o leitor em dúvida. Além disso, conforme o gênero dissertativo argumentativo exige, <strong>no final da redação deve-se apenas retomar os argumentos que já foram apresentados e desenvolvidos e reafirmar a tese</strong>.</p>
<p>Se a tese ainda não havia sido apontada no decorrer do texto, a conclusão é a última chance para que ela seja evidenciada. Nessa estratégia argumentativa, o aluno sabe qual é a sua tese mas não a aponta na introdução; ao contrário, ele expõe apenas o tema, usando as palavras-chave. Nos parágrafos seguintes os argumentos tenderão a uma opinião, de modo que <strong>o ponto de vista do aluno vá se construindo no decorrer do desenvolvimento</strong>. Depois de discutir as ideias, o leitor e o autor da redação chegam à conclusão juntos, já que ela é óbvia após a discussão daqueles argumentos. Nesses casos, a conclusão aponta o tema e, também, a tese. Porém, é preciso lembrá-los de que <strong>a tese não surge do nada</strong>, pois ela é esperada e vinha sendo construída nos parágrafos anteriores. Mais do que isso, ela precisa estabelecer uma relação lógica com as ideias apresentadas anteriormente. Mas, atenção: embora seja uma estratégia interessante, ela deve ser adotada apenas por alunos que dominem o gênero, já que é mais arriscada.</p>
<p>Por fim, é sempre bom lembrar os alunos de que a conclusão da redação modelo UNESP também não pode apresentar uma <a href="https://pontue.com.br/correcao-enem-competencia-5/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">proposta de intervenção</a>, que é característica exclusiva dos textos ENEM.</p>
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		<title>Como trabalhar os parágrafos de argumentação da redação Unesp?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Angeli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2020 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acelera Prof]]></category>
		<category><![CDATA[UNESP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de termos discutido o que é a tese e como ela pode ser apresentada na introdução da redação modelo UNESP, vamos ver o desenvolvimento dessa tese nos parágrafos subsequentes? Então, vamos falar da segunda parte dos textos de modelo dissertativo argumentativo: o desenvolvimento. Desenvolvimento: Muito bem: a tese está explícita na introdução e foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de termos discutido <a href="https://pontue.com.br/redacao-unesp-como-identificar-a-tese-em-uma-redacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>o que é a tese</strong></a> e <strong>como ela pode ser apresentada na introdução da redação modelo UNESP</strong>, vamos ver o desenvolvimento dessa tese nos parágrafos subsequentes? Então, vamos falar da segunda parte dos textos de modelo dissertativo argumentativo: <strong>o desenvolvimento</strong>.</p>
<p><strong>Desenvolvimento:</strong></p>
<p>Muito bem: a tese está explícita na introdução e foi elaborada de forma clara, conforme vimos no <a href="https://pontue.com.br/redacao-unesp-como-identificar-a-tese-em-uma-redacao/">post anterior</a>; e agora?</p>
<p>Nos parágrafos de <strong>desenvolvimento</strong>, o aluno vai trabalhar a tese, trazendo<strong> argumentos e discussões que sustentem a discussão proposta por ele</strong>. Nesse aspecto, alguns equívocos são bem comuns. Vamos discutir três deles? <em>A introdução não “orna” com o desenvolvimento; falhas argumentativas; contradições.</em></p>
<p><strong>Problema 1: A introdução não “orna” com o desenvolvimento.</strong></p>
<p>Essa questão é muito comum e pode estar relacionada a 2 fatores principais:</p>
<p>1) A tese é tão complexa e tem tantos elementos diferentes que o aluno não consegue se aprofundar em todos eles no desenvolvimento. <strong>Solução: menos é mais.</strong></p>
<p>Uma prática que facilita bastante a organização da correção é sempre <strong>grifar a tese e os argumentos que a sustentam</strong>. Desse modo, no momento de corrigir o restante do texto, o avaliador saberá quais informações são obrigatórias para que a tese esteja bem defendida.</p>
<p>Muitas vezes, os alunos, durante a exposição do tema pelo professor ou no decorrer da pesquisa independente para aprender mais sobre o tema, acabam inserindo <strong>muitas informações diferentes na tese.</strong> Se a introdução apresenta, por exemplo, 4 argumentos diferentes que constroem, juntos, a tese, é difícil imaginar como, nas 25 linhas restantes, ele vai conseguir desenvolver perfeitamente todos eles.</p>
<p>Embora seja, sim, possível trabalhar com vários argumentos, para os alunos que ainda não dominam a estrutura é interessante ressaltar que se pode escolher, sem prejuízo algum na correção, dois argumentos principais para sustentar a tese. Assim, cada <strong>argumento pode ser desenvolvido em um parágrafo do desenvolvimento</strong>, e eles terão espaço na folha para serem bem trabalhados, sem deixar pontas soltas no texto.</p>
<p>2) O aluno aponta argumentos para construir a tese e, no decorrer do desenvolvimento, não aborda nenhum deles, ou apenas alguns. <strong>Solução: organização!</strong></p>
<p>Nesses casos, infelizmente, a tese apresentada no texto fica falha, e esse é um problema argumentativo de alta gravidade. Para resolver, uma opção é aconselhar aos alunos que façam o mesmo processo que adotamos na correção: aluno, <strong>marque a sua tese</strong> e os seus argumentos principais; depois, <strong>faça um roteiro</strong>: um argumento no primeiro parágrafo e o outro no segundo. Se houver organização na hora de escrever o texto, já é meio caminho andado.</p>
<p><strong>Problema 2: O texto tem falhas argumentativas. Solução: sair da redação e reler o texto.</strong></p>
<p>Os argumentos principais da tese são abordados, mas o leitor se coloca <strong>perguntas que não são respondidas pelo texto:</strong></p>
<p><strong>&#8211; Qual é o problema gerado por essa situação?</strong><br /><strong>&#8211; De onde você tirou essa informação?</strong><br /><strong>&#8211; Como você chegou a essa conclusão?</strong><br /><strong>&#8211; Como isso acontece?</strong><br /><strong>&#8211; Por que isso acontece?</strong></p>
<p>Conforme a argumentação toda foi construída na cabeça do aluno, tudo é muito claro para ele &#8211; é óbvio. Mas, muitas vezes, ele, por ter tanta clareza do seu encadeamento de ideias, não insere no texto todas as informações-chave para que o leitor consiga compreendê-lo. O problema dessa situação é que, quando pensamos em uma redação de modelo dissertativo argumentativo, encontramos a tese e argumentos que levantam dúvidas.</p>
<p>A questão central aqui é que o <strong>leitor não pode trazer deduções ou reflexões externas ao texto para resolvê-las e compreender o texto</strong> na sua totalidade. O que isso quer dizer? <strong>Todas as informações necessárias para o entendimento da redação precisam estar no próprio texto.</strong></p>
<p>Uma dica bacana para que os alunos evitem deixar essas “pontas soltas” é reler o texto como se fossem alguém que não conhece o tema, com o qual está tendo o primeiro contato a partir daquele texto. Se ele encontrar perguntas geradas mas não respondidas pelo texto, é porque há falhas argumentativas.</p>
<p><strong>Problema 3: Texto ingênuo. Solução: análise crítica da coletânea e do tema.</strong></p>
<p><del>Cabelo ok, sobrancelha ok, maquiagem ok, a unha tá ok.</del> Os argumentos estão ok e a tese está ok. Contudo, <strong>faltam a profundidade e a criticidade</strong> que se espera de um aluno candidato ao vestibular.</p>
<p>Vamos usar como exemplo o tema “Compro, logo existo?” de 2019. Suponhamos o seguinte argumento:</p>
<p><em>“As pessoas hoje em dia só querem saber de comprar. Assim, não se preocupam em estudar nem com fazer boas escolhas. Principalmente os jovens são capazes de gastar um salário mínimo em uma calça ‘de marca’ apenas para serem notados nas festas ou serem populares na escola. Essa situação é ruim porque os indivíduos têm gastado dinheiro com bens supérfluos e não com objetos realmente úteis para as vidas deles”.</em></p>
<p>Ao lermos os <a href="https://www.etapa.com.br/etaparesolve/etaparesolve/2019/Unesp/2Fase_348/correcao/redacao/37.pdf">textos motivadores</a> desse tema, percebemos que não se trata de uma discussão apenas sobre <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nh6p2KlY8t4">quanto custa o outfit</a>, mas sobre apenas existirmos se consumimos. Uma vez que a existência é pautada na aquisição de bens de consumo, vários problemas mais complexos do que os apontados no parágrafo acima surgem, como: <em>o trabalho se torna supervalorizado, visto que, sem dinheiro, não compramos; a partir do momento em que ter e ser são sinônimos, descontam-se as frustrações e desilusões em compras ao invés de encará-las visando ao amadurecimento; o endividamento passa a ocorrer com maior frequência.</em> Não se pretende esgotar aqui a pluralidade de argumentos que poderiam ter sido utilizados para debater esse tema tão amplo, mas evidenciar que <strong>os textos motivadores devem ser encarados com criticidade e que os clichês e discussões superficiais devem, sempre, ficar fora da redação.</strong></p>
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		<title>Redação Unesp: como identificar a tese no texto?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Angeli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2020 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acelera Prof]]></category>
		<category><![CDATA[UNESP]]></category>
		<category><![CDATA[redação unesp]]></category>
		<category><![CDATA[unesp]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Argumentar é sustentar uma ideia previamente apresentada. A tese é o eixo de uma boa redação, e neste post você encontrará ótimas dicas de como deixar isso claro para seus alunos. Vamos lá? No post anterior, discutimos a leitura do tema e da coletânea de uma redação modelo UNESP. Agora, vamos conversar sobre o critério [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Argumentar é sustentar uma ideia previamente apresentada. A tese é o eixo de uma boa redação, e neste post você encontrará ótimas dicas de como deixar isso claro para seus alunos. Vamos lá?</strong></p>
<p>No <a href="https://pontue.com.br/tema-palavras-chave-articulacao-de-ideias-aspectos-da-redacao-unesp/">post anterior</a>, discutimos a leitura do tema e da coletânea de uma redação modelo <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff; text-decoration: underline;" href="https://estuda.com/vestibular-unesp/">UNESP</a></span>. Agora, vamos conversar sobre o critério B? Ele está relacionado a dois aspectos que estão em confluência. Primeiro, a adequação ao <span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://estuda.com/texto-dissertativo-argumentativo/"><strong>gênero dissertativo argumentativo</strong></a></span></span> e, segundo, a <strong>argumentação</strong>. Para começar, vamos falar sobre o gênero dissertativo argumentativo!</p>
<p><strong>Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.</strong></p>
<p>É preciso avaliar, no que se refere a esse critério, se o aluno domina esse tipo textual. <strong>Quais são suas características? </strong>Inicialmente, uma dissertação (e não poema, conto, crônica, relato etc). Ademais, como o próprio nome diz, é preciso defender uma <strong>tese</strong> com base em <strong>argumentos</strong> obedecendo a esse modelo com três partes obrigatórias divididas em parágrafos: <strong>introdução, desenvolvimento e <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff; text-decoration: underline;" href="https://estuda.com/como-comecar-a-conclusao-de-uma-redacao/">conclusão</a></span></strong>. De início, vamos ver como deve ser a introdução?</p>
<p><strong>Introdução:</strong></p>
<p>O texto dissertativo argumentativo precisa de uma tese, certo? Então, na hora da correção, é muito importante identificar qual ela é, mas muitas vezes temos dúvidas sobre como fazer isso, então, vamos lá:</p>
<p><strong>Como identificar a tese em uma redação?</strong></p>
<p>Na redação modelo Unesp, geralmente a tese está explícita no texto <strong>desde a introdução</strong> (há exceções, mas falaremos disso em outro post). Então, vamos procurá-la, à partida, no primeiro parágrafo do texto. A missão, logo, é encontrar <strong>o que o candidato pretende argumentar, qual é a opinião dele sobre o assunto</strong>. Essa busca pode gerar dúvidas na hora da correção, visto que nem sempre a tese está clara. Então, vamos ver na prática:</p>
<p><em>“Há algum tempo, a revista “Esquire” publicou um artigo no qual o autor, que nunca havia fumado, descreve as experiências decorrentes de se propor a fumar um maço de cigarros ao dia, durante um mês. Ao longo da trajetória do desafio, o homem reflete sobre o tabagismo e suas consequências enquanto fenômeno social, na medida em que tenta reproduzir o ato de fumar como se já estivesse há muito habituado a ele. Nessa tentativa, o “novo fumante” busca ocupar os mesmos espaços utilizados por tabagistas de longa data, e nota que, na atualidade, fumar é fazer parte de um clube restrito composto por praticantes de um vício que estão constantemente sob os olhares de desprezo e desaprovação lançados por não-fumantes. Essa situação inerentemente adaptada se repetirá em um futuro pouco distante com aqueles que continuarem a usar carros para se locomoverem.”</em></p>
<p>Nessa introdução, o candidato faz uma longa contextualização do tema e, no final do parágrafo, afirma que sim, o <em>carro será o novo cigarro</em>. Essa estratégia é muito importante, pois a inserção do contexto “atrai” a tese, que não é inserida bruscamente, do nada.</p>
<p>Atenção! É sempre interessante dar essa dica aos alunos:<strong> é preciso contextualizar o tema!</strong> Pode-se frisar que, se eles não têm repertórios socioculturais de fora da coletânea, podem usar a leitura (nunca a cópia, por favor!) de um/alguns texto(s) motivador(es) para “preparar o terreno” para a chegada da tese. Usando repertório próprio ou da coletânea, o aluno passa a mensagem clara para o corretor: <em>“entendi a proposta da redação”. </em><strong>O repertório sociocultural não é obrigatório para a prova da Unesp</strong> e a presença dele não aumenta a nota, de modo que pode ser muito mais inteligente usar os repertórios da coletânea (já, obviamente, muito bem relacionados à temática), do que inserir um “filósofo-coringa” que não tem nada a ver com o assunto e ter que fazer uma ginástica argumentativa para ligá-lo à proposta e perder pontos na argumentação.<strong> Mais do que escrever bem, é preciso pensar na estratégia!</strong></p>
<p>Por outro lado, embora a tese geralmente esteja explícita na introdução, há casos em que isso não acontece. Vamos ver um exemplo de introdução de redação cujo tema é <em>“A cultura do cancelamento veio para ficar?”</em>:</p>
<p>“‘Cancelar’ no dicionário significa ‘eliminar ou riscar para tornar sem efeito’. Esse é o principal objetivo da cultura de cancelamento. Após o movimento #MeToo, em 2017, no Twitter ter ganhado força, dezenas de mulheres passaram a relatar os casos de assédio por Hollywood, expondo artistas e figuras públicas, cancelamentos passaram a ser rotineiros. Em 2019, o termo foi considerado o de maior destaque por meio do dicionário Macquire”.</p>
<p>Nota-se que o candidato começou o texto com tudo: trouxe um verbete importante para explicar o que é “cancelamento” e um fato da atualidade. Porém, <strong>cadê a tese?</strong> Não se encontra a resposta para “a cultura do cancelamento veio para ficar ou é passageira?”.</p>
<p>Isso não quer dizer que, no decorrer do texto, a tese não fique clara, mas é preciso se lembrar de que a ausência dela na introdução pode culminar em penalização nesse critério, já que o candidato pode se perder sem a introdução-guia da redação. Além disso, não podemos deixar os alunos perderem de vista que, na introdução, <strong>as palavras-chave já precisam estar colocadas, e que, além disso, a tese deve estar relacionada à discussão proposta. </strong></p>
<p>Se a tese não estiver na introdução, pode estar no decorrer e texto e vamos continuar procurando nos posts posteriores! Porém, o que eu sempre digo é: a introdução é o <strong>spoiler do texto</strong> e é a partir dela que será organizada toda a argumentação. Logo, esse planejamento, se estiver perfeito desde o começo, com todos os elementos bem interligados e uma tese bem construída, favorecerá uma argumentação coerente e sem falhas. Caso não esteja, sem norte, a confusão na argumentação é um grande risco.</p>
<p>Apresentado o tema, ele precisa ter um bom desenvolvimento para deixar claro o posicionamento do texto, né? Acompanhe o próximo post, em que discutiremos os <strong>parágrafos de argumentação</strong>, para dicas sobre como deixar isso evidente para seus alunos!</p>
<p>O post <a href="https://pontue.com.br/redacao-unesp-como-identificar-a-tese-em-uma-redacao/">Redação Unesp: como identificar a tese no texto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://pontue.com.br">Pontue - Redação Inteligente</a>.</p>
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